D. Gray-man

Título OriginalDi Gureiman ディー・グレイマン

Género: Dark fantasy; Acção.
Demografia: Shõnen
Autor: Katsura Hoshino
Director: Osamu Nabeshina
Estúdio: TMS Entertainment
Emissão Original: de 3 de Outubro de 2006 a 30 de Setembro de 2008
Duração: 103 episódios.

His Gift is Death

História: Allen Walker, um jovem com um olho amaldiçoado viaja para a Inglaterra onde se localiza a base central dos exorcistas, enviado pelo General Cross Marian de forma a integrar-se na Black Order. Allen iniciará uma série de sucessivos combates com a Família dos Noah e com o próprio Millenium Earl, criador dos Akuma, máquinas votadas à destruição da humanidade.
Como grandes linhas de movimentações tácticas encontraremos por parte dos exorcistas o objectivo maior de reunir o máximo número possível de fragmentos de "Innocence", capazes de gerar armas Anti-Akuma. Por oposição, o Millenium Earl procura destruir todas as "Innocence" mas, mais pragmático, objectiva um ataque directo ao "Great Heart" cuja destruição implicaria a erradicação de todos os restantes fragmentos. Acreditando que os generais são os potenciais detentores do Great Heart, o Millenium Earl inicia uma apertada caça aos mesmos.
É neste contexto que Allen, Yuu Kanda, Leenalee Lee e Lavi passam a envergar como objectivo primário a localização dos generais da Ordem e assim fazê-los regressar à base em segurança. Aos poucos, o papel de Allen adquire crasso destaque, no momento em que a Ordem percebe que o rapaz esconde algo mais dentro de si, implantado nas próprias memórias... um legado de traição e a potencial ameaça de se repetir igual acto no presente. 





Crítica: D. Gray-man pega bem à primeira, muito embora o motor queira morrer pouco depois. Dito isto, cabe-me reconhecer que a primeira vintena de episódios foi consumida com languidez e muito pouca vontade. Mas "água mole tanto bate em pedra dura até que fura" lá diziam os antigos e neste caso acabou por ser verdade... seguiram-se mais 30 episódios onde as coisas melhoraram, mas não muito. Senão vejamos, a história contida pouco nos oferecia, as lutas acabaram por perder qualidade e a falta de originalidade latente por entre tantos elementos repetitivos acabou por decrescer, em muito, o vasto potencial emanado no primeiro episódio da série. 
Por fim já bramia "NOJO de Akumas... fracos, lentos e sempre idênticos". A  inexpressividade destes "Mimos" artilhados arruinou boa parte das lutas não duvidem disso. Não duvidem também que as enfadonhas armas de Allen e dos companheiros também não contribuiram para a formulação de qualquer rasgo de genialidade. Longe, muito longe disso.

Mas, como que uma orquestração que começa tímida, lenta, a torturar-nos os sentidos mas que de súbito entra em crescendo e compreendemos o quão bom aqueles acordes enfadonhos afinal são, dentro da lógica de um todo! É que D. Gray-man, quando já não dava nada por ele, de facto conseguiu surpreender... de súbito tinha uma história bem articulada! Assim como exorcistas cada vez mais competitivos e não tão invencíveis assim... os Akuma minguaram, trasladaram o decrépito protagonismo para a Família dos Noah e a clarificação da estratégica beligerante, da intenção à realização acabou por lograr uma aura absolutamente épica.
Sim, em crescendo, D. Gray-man transformou-se, melhor até que a mutação que ocorre na história do patinho feio, em algo original, dinâmico onde lutas bem delineadas e conscientes são montadas. Ao ponto de começarmos a sentir o impossível nesta série: uma carga dramática e emocional que até à data insistia em não fugir ao registo infantil. 
Do ataque dos Noah aos generais à confrontação destes últimos com o estádio evolutivo dos Akuma, poder-se-á dizer que o cinzento abandonou Gray e que um absorvente cromatismo nos fez colar à cadeira e devorar de um trago o pouco que faltava para o fim. No início dos episódios 90s, a pouco mais de 10 para o final, temos um auge que se torna sublime ao piano, primeiramente por Earl e logo após por Allen. 

À 103ª badalada, reconhecemos o mérito a uma série cuja primeira metade esteve de facto muito aquém de uma segunda metade muito bem conseguida. E chegamos ao fim com a noção de que um dia, poderemos voltar a ter mais Gray-man, certo de que a história tem dimensão e contexto para uma nova exploração e integração da Manga na TV.
Pessoalmente espero que sim, pois não terei reticências em assistir a uma desejada continuação.


8/10

3 comentários:

  1. Olá Lady LoLo! Obrigado pela atenção, retribuirei com muito gosto seguindo o teu blog também!

    ResponderEliminar
  2. Poxa, faz tempo que você não postava....
    Gosto muito de D Gray Man, apesar de nunca ter tido oportunidade de terminar o anime...
    Mais pelo que eu assisti é muito bom!

    ResponderEliminar
  3. Olá tudoparaotakus!

    É verdade, desculpem pela minha ausência mas o tempo tem escasseado. Mas estou de volta e com novas ideias!

    Em relação a D. Gray-man eu subscrevo, apesar de confessar inicialmente ter achado um pouco monótono... mas gostei bastante da história, da envolvência mais noir e de como as coisas evoluiram a meio da série.

    Se puderes terminar, aconselho vivamente ;)

    ResponderEliminar